Sem investir na educação, o Brasil jamais será capaz de se transformar num país desenvolvido. Essa é a percepção da população brasileira sobre o assunto, sinalizada numa pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ibope e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo traça um panorama da educação no Brasil e faz parte da série Retratos da Sociedade Brasileira.
Os resultados, aos quais VEJA.com teve acesso, mostra que a população do país enxerga essa área como uma dos mais importantes para que o país tenha uma economia forte e estável. Conforme a sondagem, 61% dos entrevistados concordam totalmente com a afirmação de que “a baixa qualidade do ensino vai prejudicar o desenvolvimento do país”.
Participaram do levantamento 2.002 pessoas, homens e mulheres, com idade entre 16 e 70 anos, de todo o Brasil. O grau de instrução dos entrevistados varia entre a 4ª série do ensino fundamental e o ensino superior. A pesquisa foi conduzida por meio de um questionário aplicado entre os dias 18 e 21 de junho. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Os dados da pesquisa Ibope/CNI levantam importantes questões, como a qualidade do ensino público, a capacidade pedagógica dos professores, a necessidade de investimento na profissionalização dos alunos, a privatização das universidades públicas e até o conteúdo programático vigente nos colégios hoje. Para a maioria dos entrevistados, "a escola cumpre cada vez menos o seu papel de ensinar disciplinas essenciais, como Português e Matemática".
O ensino particular é considerado melhor do que o público. Em todos os níveis - fundamental, médio e superior -, as instituições privadas apresentam as melhores médias de avaliação, mesmo entre o público de baixa renda e com menor escolaridade. Em uma escala de 0 a 100, as escolas privadas foram consideradas melhores na educação fundamental (76,4 pontos contra 58,6), no ensino médio (75,6 pontos contra 59,3), na educação profissionalizantes (75,6 pontos contra 63,9) e na educação superior (75,6 pontos contra 66).
Quando trazemos essa realidade educacional para nosso Estado, as estimativas não são nada interessantes refletindo esse mesmo sintoma em nível nacional.
Como deputado estadual propus a criação de 12 Centros de Capacitação de Professores em João Pessoa, Campina Grande, Monteiro, Itabaiana, Guarabira, Cuité, Cajazeiras, Patos, Sousa, Itaporanga, Catolé do Rocha e Princesa Isabel para melhor oxigenar, dar mais fôlego e, com isso, promover o avanço do ensino público no estado da Paraíba. Porque mais que provado é, sem educação de qualidade para essa geração que está aí, não conseguiremos garantir um futuro com condições dignas para os paraibanos.
É modernizando o ensino, capacitando de forma continuada os professores para que estes acompanhe o ritmo das transformações do mundo globalizado, é valorizando o salário dos docentes, dando-lhes equipamentos com os quais eles possam desenvolver seus trabalhos de pesquisa e interlocução com o alunado inserindo conhecimentos novos sem preterir os diversos saberes próprios de sua região, de seu meio como frisou o mestre Paulo Freire. É seguir exatamente a cartilha do desenvolvimento educacional proposta por Edgar Morin. Só assim teremos um estado com suas riquezas exploradas e traduzidas em bem estar social para todos nós.
Acompanhe nossos trabalhos na Assembléia Legislativa e fique à vontade para nos enviar sua sugestão para que possamos, de cá, também, contribuir para que esses postulados venham a se concretizar.
Um forte abraço,
Deputado Carlos Batinga.

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