O Estado da Paraíba com suas 139,2 mil famílias que não têm moradia própria e estão situadas na faixa dos que ganham de 0 a 3 salários mínimos ainda está na vanguarda das políticas públicas habitacionais em relação ao restante do País. Nosso Estado é o 7º no ranking nacional com o maior déficit e isto é muito preocupante, especialmente quando se têm notícia de conjuntos habitacionais, com obras já em fase de conclusão, a exemplo do Conjunto Três Irmãs em Campina Grande, cujas unidades estão sendo depredadas por vândalos e a obra-problema que vem se arrastando de governos anteriores em pouco tempo será sucumbida pelo mato, deixando mais de 400 famílias já cadastradas, que participaram mensalmente de várias reuniões com assistentes sociais e técnicos da Cehap, sem moradia, vendo ao longe o mato que cresce no local, frustrando seus sonhos.
O deputado Batinga definiu a questão habitacional como prioridade de qualquer governo e apresenta proposta que se constitui um forte incremento para a sustentabilidade sócio-ambiental, é a casa ecológica, modelo economicamente viável, já que unidades populares prontas estão cotadas em R$ 20.000,00, o modelo ecológico sai pela metade.
A casa ecológica, desenvolvida por técnicos eminentemente paraibanos, pode assumir uma interface de acordo com a região a ser construída. Se é no Sertão, seus telhados estão adaptados para receber as águas da chuva e captá-las para reservatórios. Se é no Cariri, o modelo têm outras características próprias, no Agreste e Litoral, o mesmo se aplica. Placas captadoras de energia solar para diminuir a 20% o gasto da energia elétrica e demais novidades que vão desde a estrutura com materiais reciclados ao sistema de reaproveitamento secundário da água para uso doméstico.
